Manifesto 31

Aos 31, eu não sou uma mulher empoderada.

Sou uma mulher redimida.

Eu não sou só o que reconstruí.

Sou também o que chorei.

Sou também o que deixei.

Sou também o que tive coragem de não ser mais.

Carrego no corpo as marcas do recomeço.

Na alma, a dor das orações que fiz chorando.

E no espírito, o alívio da graça que me redimiu.

Aos 31, eu não sou uma mulher que venceu tudo.

Sou uma mulher que parou de fugir da própria história, e decidiu continuar escrevendo.

Uma mulher resgatada, encontrada e acolhida.

Eu sou Jazz.

E Jazz não é só um nome.

É a alma de artista que voltou a pulsar.

É a dança contida que voltou a expressar.

É o vermelho que no cabelo voltou a brilhar.

É o som do riso de quem voltou a amar…

E o ritmo que conduz uma vida cheia de propósito.

Esse é o meu manifesto de aniversário.

E talvez, também, a minha carta de volta pra mim mesma.

Com amor, Jazz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vamu Imbora