Morte Branda
Céu, véu, meu
Lua, nua, seu
Vida, amada minha
Oh vida, porque me afligias?
Verde, azul, amarelo
Meu escuro castelo
Não devias brandar paz e amor?
É, mas em ti reinas choro e dor
Deixe que os poetas vivam seus amores
Deixe que os jardineiros colham suas flores
Só não deixe que meu amor vá embora
Pois sem ele vivo a vida perdido a fora
Que as mascaras caiam sobre suas criptas
E que os sublimes assumam suas eternas dividas
Não lamento a dor de um povo caipora
Lamento a pressa com que a morte do povo se demora.
Lamento a pressa com que a morte do povo se demora.

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